27 de maio de 2010
23 de maio de 2010
AGRADECIMENTOS E DESCULPAS !!!
Primeiramente gostaria de agradecer a todos os seguidores deste blog. Criei-o num momento especial da minha vida, onde recebi um presente do céu, o Panchito. Gostaria de agradecer também à Cláudia Estanislau, treinadora e especialista em comportamento canino, aprendi muito com seus vídeos na internet e várias dicas em seus blogs. Peço desculpas a todos os seguidores pela demora em atualizar o site, mas não o abandonei, por causa do trabalho estou com pouco tempo, mas prometo que pelo menos uma vez por semana irei atualizá-lo. Abraço a todos e nunca abandonem seus animais ... respeite-os e ame-os.
12 de abril de 2010
Os animais têm emoções ?
©iStockphoto.com/Mark Herreid Photography Será que ele realmente sente a sua ausência ou simplesmente não sabe ficar sozinho? |
Chegar em casa e ser recebido por um cão tão feliz que late e pula pelas paredes e um gato que ronrona sob o cobertor nos dá a forte sensação de sermos realmente a estrela do show e de que nossos bichinhos de estimação estão decididamente felizes em nos ver. Mas será que eles estão realmente expressando felicidade? E será que isso ali no canto da parede é realmente um sapato mastigado? O que será isso? O cachorro ficou bravo com a minha saída?
Discutir a emoção animal é realmente complicado, mas tudo nos leva a crer que eles realmente têm emoções, apesar de alguns cépticos acharem que não. O debate que cerca o assunto deriva de duas principais complicações: um potencial para o antropomorfismo (o ser humano projeta as suas próprias características nos animais) e a dificuldade inerente ao estudo das emoções em espécies não humanas.
Discutir a emoção animal é realmente complicado, mas tudo nos leva a crer que eles realmente têm emoções, apesar de alguns cépticos acharem que não. O debate que cerca o assunto deriva de duas principais complicações: um potencial para o antropomorfismo (o ser humano projeta as suas próprias características nos animais) e a dificuldade inerente ao estudo das emoções em espécies não humanas.
Aqueles que crêem, no entanto, normalmente opinam que os animais são capazes de sentir uma gama de emoções, como felicidade, tristeza, empatia, sofrimento, curiosidade, raiva, ansiedade e medo. Desta maneira, um cão desobediente que corrói tudo o que vê pela frente provavelmente não está tentando punir a pessoa que o deixou sozinho. Mas ele pode estar se sentido só e ansioso, e não sabe se comportar quando fica sozinho por muito tempo.
As emoções podem ir além da necessidade social, ajudando os animais a se adaptarem a diferentes situações. Animais que vivem por conta própria não aprendem as sutilezas que existem ao estarem envolvidos com outros. Eles acabam interagindo muito mal quando são forçados a se socializarem mais tarde na vida.
Além disso, muitos dos que defendem os animais terem emoções dizem que ao se comparar as porções do cérebro utilizadas pelas pessoas quando experimentam emoções como a raiva, por exemplo, com as porções do cérebro de um animal que sente essa mesma emoção, é possível verificar pontos de conexão correspondentes. A amídala é um bom exemplo, e é muito antiga em se tratando de evolução. Desta maneira, uma vez que nossos cérebros conectam-se de maneira semelhante aos dos animais no que diz respeito às emoções, a teoria é a de que realmente faz sentido que eles sintam algo semelhante a nós [fontes: Bekoff, Tangley - em inglês].
Mas se os animais, de fato, sentem emoções, até que ponto eles as experimentam, e será que existe alguma maneira de escalonar quais animais estão sujeitos a quais emoções? Se até mesmo pequenos insetos como os mosquitos forem capazes de sofrer, a sua próxima visita ao camping pode fazer com que você se sinta bastante culpado. Os elefantes, assim como os leões marinhos, gansos, ursos, macacos e alces parecem sentir muito a morte de um ente querido. Por outro lado, golfinhos, chimpanzés e ratos estão entre os mamíferos que gostam de brincar, aparentando realmente estarem felizes quando o fazem.
As emoções podem ir além da necessidade social, ajudando os animais a se adaptarem a diferentes situações. Animais que vivem por conta própria não aprendem as sutilezas que existem ao estarem envolvidos com outros. Eles acabam interagindo muito mal quando são forçados a se socializarem mais tarde na vida.
Além disso, muitos dos que defendem os animais terem emoções dizem que ao se comparar as porções do cérebro utilizadas pelas pessoas quando experimentam emoções como a raiva, por exemplo, com as porções do cérebro de um animal que sente essa mesma emoção, é possível verificar pontos de conexão correspondentes. A amídala é um bom exemplo, e é muito antiga em se tratando de evolução. Desta maneira, uma vez que nossos cérebros conectam-se de maneira semelhante aos dos animais no que diz respeito às emoções, a teoria é a de que realmente faz sentido que eles sintam algo semelhante a nós [fontes: Bekoff, Tangley - em inglês].
Mas se os animais, de fato, sentem emoções, até que ponto eles as experimentam, e será que existe alguma maneira de escalonar quais animais estão sujeitos a quais emoções? Se até mesmo pequenos insetos como os mosquitos forem capazes de sofrer, a sua próxima visita ao camping pode fazer com que você se sinta bastante culpado. Os elefantes, assim como os leões marinhos, gansos, ursos, macacos e alces parecem sentir muito a morte de um ente querido. Por outro lado, golfinhos, chimpanzés e ratos estão entre os mamíferos que gostam de brincar, aparentando realmente estarem felizes quando o fazem.
Fonte.: Ciência uol
Mau hálito: possíveis causas e como agir
O hálito forte em cães e gatos pode ser desencadeado por diversas doenças. As mais comuns são a gengivite, associada ao tártaro, gastrite e insuficiência renal. A gengivite é um processo inflamatório na gengiva, muitas vezes desencadeado pelo tártaro. Por ser uma placa bacteriana, o tártaro pode provocar, além do mau hálito, dor intensa, e o animal pode apresentar falta de apetite ou evitar alimentos rígidos. Os dentes podem sofrer fraturas e também haver a formação de abscessos dentários.
Além disso, estas bactérias formadoras de placa podem entrar na corrente sanguínea e causar infecções cardíacas, hepáticas, renais e articulares. Comida caseira, doces, chocolate e outras guloseimas destinadas à alimentação humana podem ficar acumulados nos dentes e desencadear a formação da placa. Para prevenção, recomenda-se que o animal seja alimentado unicamente com ração, que seja submetido à escovação dental diária ou no mínimo três vezes por semana com escova e creme dental veterinário. Biscoitos, ossos e palitos veterinários específicos também podem ser utilizados para auxiliar a higiene bucal dos cães e gatos.
A gastrite em animais pode ser desencadeada por hábitos alimentares errados, ingestão de alimentos deteriorados, infecção bacteriana e algumas doenças virais. Nestes casos, além do mau hálito, o animal pode apresentar outros sintomas, como vômito e diarréia.
A insuficiência renal pode provocar um aumento nos níveis de uréia, o que desencadeia um hálito urêmico e odor bastante forte. Animais idosos, portadores de Calazar ou outras infecções, podem apresentar alterações renais severas e rapidamente virem a óbito.
A melhor escolha é procurar ajuda urgente de um médico veterinário para que seja avaliada a causa do mau hálito do animal, a fim de que o cão receba o tratamento adequado. Médica Veterinária e Professora da disciplina de Doenças Infecciosas Veterinárias - Favet – Uece
Annice Aquino Cortez
Fonte: Plugpet
Além disso, estas bactérias formadoras de placa podem entrar na corrente sanguínea e causar infecções cardíacas, hepáticas, renais e articulares. Comida caseira, doces, chocolate e outras guloseimas destinadas à alimentação humana podem ficar acumulados nos dentes e desencadear a formação da placa. Para prevenção, recomenda-se que o animal seja alimentado unicamente com ração, que seja submetido à escovação dental diária ou no mínimo três vezes por semana com escova e creme dental veterinário. Biscoitos, ossos e palitos veterinários específicos também podem ser utilizados para auxiliar a higiene bucal dos cães e gatos.A gastrite em animais pode ser desencadeada por hábitos alimentares errados, ingestão de alimentos deteriorados, infecção bacteriana e algumas doenças virais. Nestes casos, além do mau hálito, o animal pode apresentar outros sintomas, como vômito e diarréia.
A insuficiência renal pode provocar um aumento nos níveis de uréia, o que desencadeia um hálito urêmico e odor bastante forte. Animais idosos, portadores de Calazar ou outras infecções, podem apresentar alterações renais severas e rapidamente virem a óbito.
A melhor escolha é procurar ajuda urgente de um médico veterinário para que seja avaliada a causa do mau hálito do animal, a fim de que o cão receba o tratamento adequado. Médica Veterinária e Professora da disciplina de Doenças Infecciosas Veterinárias - Favet – Uece
Annice Aquino Cortez
Fonte: Plugpet
7 de abril de 2010
5 de abril de 2010
Tratar seu cão como gente pode provocar gastrite nele
Por Maria Carolina Maia
Na correria do dia a dia, stress e má alimentação podem se combinar em uma perigosa bomba para o estômago. Até mesmo para os animais domésticos. Submetidos a cuidados excessivos, capazes de gerar dependência e ansiedade, e alimentados com quitutes inadequados, cães e gatos vêm convivendo cada vez mais com a gastrite. "Não se deve humanizar os bichos, achando que eles podem ingerir as mesmas coisas que comemos", diz o veterinário endoscopista Franz Yoshitoshi. Também não se deve deixar, no caso dos cachorros, de impor liderança dentro de casa. "Se você pega um animal de personalidade forte e não impõe seu comando, vai ter com ele uma estressante disputa", diz outro veterinário, Gustavo Mano.
Além da "humanização", que agrava a condição gástrica dos animais domésticos, outros fatores podem causar problemas, como a ingestão de medicamentos antiinflamatórios e reações alérgicas - confira no quadro abaixo as principais razões. A boa notícia é que alguns sinais podem ajudar o dono a perceber se seu cão ou gato está com gastrite, e atacá-la a tempo de evitar uma situação mais grave, com uma úlcera. "A gastrite é um processo inflamatório que pode estar relacionado a uma série de causas e que, se não tratado adequadamente, pode desencadear algo pior", afirma Aparecido Camacho, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Cães vegetarianos - Quando um cachorro investe sobre uma planta da casa, por exemplo, pode estar querendo mais do que fazer uma simples boquinha. "Esta é uma forma instintiva de comer algo para proteger a mucosa gástrica", explica Mano. Mas nem todo cão que aprecia o verde tem problema no estômago. Ele pode mesmo ser fã do prato, já que cachorros não são estritamente carnívoros. Já um gato, carnívoro inequívoco, deve ser encaminhado para consulta se flagrado aderindo a um menu vegetariano.
Principais razões da gastrite em cães e gatos |
| Alimentação |
| Dieta à base de salame, pizza, bolacha e doce em geral provenientes do |
| excesso de sal, gordura e condimentos |
| Comida muito fria ou muito quente |
| Volume excessivo de comida |
| Corpo estranho |
| Ingestão de brinquedos e outros objetos que se alojam no estômago |
| Stress |
| Por ser mais dependente do homem, o cão se estressa quando fica só |
| Se o dono não impõe comando, o cachorro pode entrar em disputa com ele |
| Remédios |
| Uso de antiinflamatórios e corticóides |
| Administração de medicamentos usados pelos donos, sem aval veterinário |
| Outros |
| Problemas no esôfago |
| Insuficiência hepática e renal |
| Alergia a tipos específicos de alimentos |
| Infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. Pylori) ou por vírus |
Outra maneira de perceber a gastrite é por meio do comportamento do animal. Bichos amuados, arqueados (pela dor abdominal) ou com distúrbio alimentar são suspeitos. "É muito frequente o animal com problema gástrico ter distúrbio alimentar. Ou ele não come ou come e depois vomita. Ou, ainda, passa a querer coisas que não costumava consumir, mesmo não alimentos", afirma Mano. Sinais digestivos, como fezes escuras e com sangue, além de diarréia, também podem indicar avaria no estômago.
Diagnóstico - Os sintomas são os primeiros caracteres lidos pelo veterinário, durante o exame clínico. Um exame laboratorial, contudo, é quase sempre necessário para completar o diagnóstico. Nessa etapa, podem ser realizados um hemograma e um exame de imagem, como ultrassom, raio-x ou endoscopia. O último é o mais indicado, especialmente porque, algumas vezes, o transtorno é causado por um objeto que o animal ingeriu e que se alojou no seu estômago. E que, dependendo do tamanho, pode ser retirado durante a endoscopia. Caso seja grande, exigirá uma intervenção cirúrgica.
O tratamento pode incluir remédios e uma dieta com alimentos pobres em gordura, que facilitem a digestão.
"Quando se suspeita de que a gastrite é consequência de alergia a algum tipo de proteína, como a da carne bovina, deve-se substituir o alimento", diz Camacho, da Unesp. Segundo ele, é "relativamente comum" um animal doméstico desenvolver alergia à proteína da carne de vaca. Uma ração que não traga o ingrediente na receita pode ser uma boa alternativa. Só não se pode, como no caso dos humanos, adotar a auto-medicação - sempre arriscada. Até porque, se não devemos "humanizar" o animal, não podemos repetir com ele os erros que cometemos.
Fonte.: VEJA.com | Bichos
9 de março de 2010
Parvovirose canina
Desde a decáda de 70, os vírus têm sido incriminados como agentes primários de diarréia em cães, principalmente em filhotes com menos de seis meses de vida. Dentre os vírus, assume posição de destaque o parvovírus canino (VPC) 1 e 2, descrito pela primeira vez em 1978. No Brasil, os primeiros surtos de parvovirose ocorreram em 1980, atingindo cães de todas as idades. A partir daquele ano, o parvovírus canino tornou-se uma doença endêmica no País, acometendo principalmente animais jovens e organicamente debilitados. Atualmente, o parvovírus canino continua ser uma das principais causas de diarréia infecciosa em cães e se encontra amplamente distribuído.
Etiologia e epidemiologia
A parvovirose é o termo utilizado para designar a enfermidade infecto-contagiosa, cujo agente etiológico é um vírus pertencente a família Parvoviridae. O parvovírus canino é um DNA-vírus, pequeno (20 a 25 nm), sem envelope lipoprotéico e capsídeo de simetria icosaédrica, composto por 60 capsômeros. A partícula infecciosa é bastante resistente, sendo estável na presença de pH entre 3,0 e 9,0, à inativação a temperatura de 56o C por 60 minutos e tratamentos com solventes orgânicos, podendo sobreviver no meio ambiente durante meses e anos.
O parvovírus canino responsável por gastroenterite aguda parece estar limitado somente aos canídeos. Infecções naturais têm sido descritas em cães domésticos (Canis familaris), cães-do-mato (Speothos venaticus), coiotes (Canis latrans), lobinhos (Cerdocyon thous) e lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus).
O vírus é transmitido pela eliminação fecal e a porta de entrada é a via oral. Porém, a infeção experimental pode ser produzida por várias vias, incluindo oral, nasal ou oronasal e pela inoculação IM, IV ou SC. Durante o período agudo da doença, são excretadas dez partículas virais por grama de fezes. O vírus pode estar presente em outras secreções e excretas durante a fase aguda da doença. Postula-se que insetos e roedores possam carrear o vírus de um local a outro, no entanto, salienta-se estudos posteriores para reforçar esta teoria. A ocorrência de surtos de enterites por VPC em alguns cães de canis sugerem que o transporte por pessoas ou fômites contribuem para a disseminação da infecção.
Acredita-se que a disseminação da doença se dá muito mais pela persistência do vírus no meio ambiente do que pelos portadores assintomáticos. A eliminação ativa do vírus nas fezes parece estar limitada nas primeiras duas semanas pós-inoculação (PI). Entretanto, existem evidências que alguns cães podem eliminar o vírus periodicamente por mais de um ano.
Há uma notável variação na resposta clínica dos cães à infecção por parvovírus canino, oscilando entre infecções inaparentes à moléstia aguda fatal menos freqüente. Fatores predisponentes à moléstia grave são a idade, os fatores genéticos (como diferenças raciais em susceptibilidade), estresse e infecções simultâneas com parasitas ou bactérias intestinais. A idade tem mostrado uma forte relação com o agravamento da enfermidade. Geralmente, filhotes com menos de seis meses de idade apresentam uma necessidade maior de hospitalização, quando comparado com animais mais idosos.
Etiologia e epidemiologia
A parvovirose é o termo utilizado para designar a enfermidade infecto-contagiosa, cujo agente etiológico é um vírus pertencente a família Parvoviridae. O parvovírus canino é um DNA-vírus, pequeno (20 a 25 nm), sem envelope lipoprotéico e capsídeo de simetria icosaédrica, composto por 60 capsômeros. A partícula infecciosa é bastante resistente, sendo estável na presença de pH entre 3,0 e 9,0, à inativação a temperatura de 56o C por 60 minutos e tratamentos com solventes orgânicos, podendo sobreviver no meio ambiente durante meses e anos.
O parvovírus canino responsável por gastroenterite aguda parece estar limitado somente aos canídeos. Infecções naturais têm sido descritas em cães domésticos (Canis familaris), cães-do-mato (Speothos venaticus), coiotes (Canis latrans), lobinhos (Cerdocyon thous) e lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus).
O vírus é transmitido pela eliminação fecal e a porta de entrada é a via oral. Porém, a infeção experimental pode ser produzida por várias vias, incluindo oral, nasal ou oronasal e pela inoculação IM, IV ou SC. Durante o período agudo da doença, são excretadas dez partículas virais por grama de fezes. O vírus pode estar presente em outras secreções e excretas durante a fase aguda da doença. Postula-se que insetos e roedores possam carrear o vírus de um local a outro, no entanto, salienta-se estudos posteriores para reforçar esta teoria. A ocorrência de surtos de enterites por VPC em alguns cães de canis sugerem que o transporte por pessoas ou fômites contribuem para a disseminação da infecção.
Acredita-se que a disseminação da doença se dá muito mais pela persistência do vírus no meio ambiente do que pelos portadores assintomáticos. A eliminação ativa do vírus nas fezes parece estar limitada nas primeiras duas semanas pós-inoculação (PI). Entretanto, existem evidências que alguns cães podem eliminar o vírus periodicamente por mais de um ano.
Há uma notável variação na resposta clínica dos cães à infecção por parvovírus canino, oscilando entre infecções inaparentes à moléstia aguda fatal menos freqüente. Fatores predisponentes à moléstia grave são a idade, os fatores genéticos (como diferenças raciais em susceptibilidade), estresse e infecções simultâneas com parasitas ou bactérias intestinais. A idade tem mostrado uma forte relação com o agravamento da enfermidade. Geralmente, filhotes com menos de seis meses de idade apresentam uma necessidade maior de hospitalização, quando comparado com animais mais idosos.
Patogenia e sintomatologia
Após a penetração do vírus pela via oral, a replicação viral é observada no tecido linfóide da orofaringe e nas amígdalas. A viremia inicia-se no terceiro e quarto dia pós-infecção e mantêm-se por mais dois a três dias. Depois desta, o vírus é distribuído para todo o organismo, tendo predileção pelas células em divisão, como a medula óssea, dos tecidos linfopoiéticos e dos epitélios das criptas das glândulas de Lieberkhün nos intestinos. Nos cães neonatos ou que estejam ainda no útero, o vírus pode instalar-se e replicar-se principalmente nas células do miocárdio, levando-os à morte súbita.
No intestino, o vírus através da replicação e multiplicação provoca necrose e descolamento do epitélio intestinal. Não havendo a reposição das células das vilosidades pelas células das criptas glandulares, ocorre a formação de úlceras, aumento de permeabilidade e diminuição da absorção, estabelecendo-se desta maneira a diarréia.
A replicação do vírus nos tecidos linfopoiéticos e medula óssea causa leucopenia com neutropenia e linfopenia, imunodeficiência, atrofia tímica e depleção linfóide dos linfonodos e baço.
Os sinais clínicos mais comuns da parvovirose são anorexia, depressão, vômitos, pirexia, rápida desidratação, diarréia sanguinolenta, líquida e fétida. A morte de animais severamente afetados é uma conseqüência da destruição extensa do epitélio intestinal, com conseqüente desidratação, além da possibilidade de choque endotóxico. A necrose da mucosa intestinal e dos linfonodos mesentéricos durante a parvovirose pode predispor as infecções bacterianas.
Os agentes bacterianos secundários mais comumente isolados são E. coli, Campylobacter spp., Salmonella spp. e Clostridium spp.. Septicemia e/ou endotoxemia podem ocorrer como resultado direto destes patógenos bacterianos.
Diagnóstico
O diagnóstico clínico da parvovirose é sugestivo, mas deve sempre ser diferenciado de gastroenterites bacterianas como a salmonelose e de outras gastroenterites virais como a cinomose. Os achados de hemograma mais freqüente são leucopenia com neutropenia.
O diagnóstico laboratorial do parvovírus canino pode ser realizado pela detecção do vírus nas fezes, vômitos ou em tecidos "post-mortem". Diversas técnicas, como a microscopia eletrônica (ME) ou a imunomicroscopia eletrônica (IME), o isolamento viral em culturas celulares, a reação de hemaglutinação seguida ou não pela inibição da hemaglutinação com anticorpos específicos, são usualmente utilizadas, bem como os ensaios imunoenzimáticos (ELISA), reações de imunoflurescência (IF), imunoperoxidase e, mais recentemente, a reação em cadeia pela polimerase (PCR). Dentre este testes, o único viável para o clínico particular é o teste ELISA por ser rápido, eficiente e de custo acessível, já estando comercialmente disponível no Brasil.
Tratamento e profilaxia
O tratamento recomendado para gastroenterite pelo parvovírus é de suporte. Os principais objetivos do tratamento são restabelecer e manter o equilíbrio eletrolítico e minimizar a perda de líquidos. Nas primeiras 24 a 48 horas ou até cessarem os vômitos, deve-se suspender completamente a alimentação e ingestão de líquidos por via oral. Recomenda-se a aplicação de fluidoterapia, antieméticos, antibióticos e, em alguns casos, também é necessária a transfusão sangüínea.
Recentemente, estudos realizados no Japão demonstraram a eficácia da utilização do interferon felino no tratamento de cães infectados pelo parvovírus, sendo indicada a dose diária de 1 UM (unidade por milhão)/Kg durante três dias.
A vacinação dos cães é o tratamento profilático mais recomendado. Atualmente, há várias vacinas comerciais disponíveis. A primeira dose deve ser aplicada em filhotes com 60 dias de idade, seguida de reforço aos 90 e 120 dias e anualmente, durante toda existência do animal. Entretanto, em alguns casos, recomenda-se vacinar filhotes com 45 dias de vida, quando estes não receberam o colostro e suas mães não tenham sido vacinadas anteriormente.
Durante o quadro clínico da doença, o animal infectado deve ser mantido isolado dos outros cães da casa, devendo-se evitar também a contaminação de jardins e lugares difíceis de serem desinfetados, os quais possam favorecer a persistência da partícula viral infectante. Após a infecção ambiental recomenda-se o vazio sanitário por um período mínimo de 30 dias para introdução de outro animal.
Apesar de todos os esforços na prevenção e controle da parvovirose canina, esta doença continua a ser um problema na clínica médica veterinária, ressaltando a importância de campanhas de esclarecimento constantes.
Fonte.: Revista Cães & Gatos – Número 86 – Ano 14 – Nov/Dez/2000
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